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BOM HUMOR É BOM, ESTIMULA A CRIATIVIDADE, MAS EXIGE CAUTELA... - Maria Inês Felippe
 
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BOM HUMOR É BOM, ESTIMULA A CRIATIVIDADE, MAS EXIGE CAUTELA...
Por Maria Inês Felippe

         Você já ouviu falar que o bom-humor é favorável e até conta ponto no ambiente de trabalho. Afinal, essa é também uma característica onde poderá nascer à criatividade. E, convenhamos, conviver todos os dias com aquele tipo sempre de mal com a vida, ainda que extremamente competente não é nada fácil. Você vive este drama? Mas é bom ficar alerta para não passar da conta, pois a linha que separa o engraçado do inconveniente por vezes é muito tênue.

         O engraçadinho de plantão quase sempre desperta sentimentos ambivalentes, que podem ir do amor ao ódio. Quando ele falta, sempre tem quem dá graças a Deus porque vai poder trabalhar em paz, como os que lamentam porque o dia vai ficar sem graça. Às vezes não é fácil lidar com a situação. Mas é bom não bater de frente com o piadista e reprimi-lo, primeiro porque isso vai gerar um clima desagradável e depois porque, muitas vezes são suas atitudes que conseguem amenizar o estresse do dia-a-dia.

         Alertar a pessoa em questão dos seus limites, entretanto, é aconselhável. O humor no ambiente de trabalho, na medida certa é bom, pois ajuda as pessoas a ficarem mais descontraídas e muitas soluções criativas podem surgir de sátiras e brincadeiras. Sempre aconselho, quando estiver criando brinque com a idéia, dê risada, vire criança, pinte e borde com a nova idéia, ela vai melhorando e aprimorando. Para mostrar seus exageros uma boa dose, também de bom humor e amizade, pode dar certo.

         Observe a cena: Você está diante de uma pessoa chata, aquele de plantão, por vezes inconveniente, você começa a ficar nervoso, prestes a ter um ataque de nervos o que faz? Conforme conselho popular: Comece a contar até dez. Porque será? Será um número cabalístico? Apesar de que podemos encontrar pessoas que nem contando até 1000 consegue minimizar a raiva.

         Cabe uma explicação científica. O nosso cérebro determina o nosso pensamento e como eu penso eu me comporto, quanto mais eu conheço sobre ele, maior a chance de modificar minhas atitudes. Diante da ira, como você já sabe, há um desequilíbrio entre os dois lados do cérebro e isso é perceptível por todos, às vezes, menos pelo irado. Quando está à beira de um ataque de nervos o que está predominando é o lado direito do cérebro (lado da emoção), quando começa a contar até dez, outros até 1000, você está reativando o lado esquerdo do cérebro. (lado da razão) e não adianta contar aleatoriamente é preciso que seja seqüencial, ai o que acontece? Você disponibiliza respostas mais centradas e comportamento mais controlado agindo pela razão. Não significa que não deverá expressar suas emoções, mas sim controla-las.

         Agora se o engraçadinho do plantão persistir, e continuar deixando você a beira de um ataque de nervos, expresse o seu descontentamento, pois ele também deverá respeita-lo, mesmo porque paciência tem limites.

         Exercícios cerebrais contribuem para ajudar na tomada de decisão e posicionamento diante da vida e também poderá aprender a perceber que onde há fumaça há fogo.Com os hemisférios bem relacionados sua vida será mais saudável.

         O humor é na verdade um antídoto para a chatice e um remédio para quase todas as coisas. Para o pensamento criativo é recomendado e não tem contra indicação. Em situação de conflito, tensão e constrangimento o humor poderá ajudar a persuadir ou convencer as pessoas, sem contar que ativa o pensamento criativo, favorecendo a inovação, assim como uma boa gargalhada pode quebrar o constrangimento causado por algumas gafes. Afinal, quem já não pisou na bola atire a primeira pedra. Considere-se fazendo parte do grupo dos normais.

         O bom humor é uma das características das pessoas criativas. Veja por exemplo Mozart, cuja biografia revela que por mais difícil que tenha sido sua vida ele nunca perdia o bom humor. Comece. Você vai aprender, acredite.

         Quando sou convidada para desenvolver um programa de criatividade, ao conversar com presidentes, diretores e diversos profissionais na empresa, durante o levantamento preliminar, logo percebo como está o humor dentro da organização e assim entre outras coisas, defino o tempo de horas que vou utilizar para desbloquear e estimular a criatividade nos participantes, por incrível que pareça, para mim isso funciona como um termômetro.

         Mantenha o bom humor, aproveite do bom humor dos colegas, juntos buscarem respostas criativas, inovadoras para os problemas ou chatices do dia a dia.

Maria Inês Felippe: Palestrante, Psicóloga, Especialista em Adm. de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela - Espanha. Palestrante e consultora em Recursos Humanos, Desenvolvimento Gerencial e de equipes, Avaliação de Potencial e competências. Treinamentos de Criatividade e Inovação nos Negócios. Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais de Criatividade e Inovação e Comportamento Humano nas empresas. Vice Presidente de Criatividade e Inovação da APARH.

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