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TREINAR E DESENVOLVER É PRECISO!
Por Maria Inês Felippe

         Treinamento e desenvolvimento são, sempre, programas de retorno garantido para as empresas, na medida em que estas devem estar constantemente se adequando às exigências de um mercado em constante processo de mudança. O primeiro ponto a ser considerado antes de se buscar um programa do gênero é definir com clareza a cultura da empresa, o objetivo do treinamento. Aliado a isso, a visão e o empenho das pessoas envolvidas são fundamentais para o sucesso.

         Como forma de obter os melhores resultados de um programa de T&D, seu planejamento deverá estar inserido em um projeto mais amplo de desenvolvimento da empresa, como forma de atingir os objetivos, bem como o desenvolvimento de competências, tudo isso atrelado ao planejamento estratégico da empresa. O investimento se destina a capacitar uma equipe de trabalho, reduzindo "gaps" entre o comportamento atual e o desejado.

         Importante também é a escolha dos indicadores de resultados de treinamentos, que podem acontecer no decorrer do programa ou no final, validando, assim, a proposta do programa. Os resultados das avaliações de competências ou desempenho podem ser utilizados para definir os indicadores a serem treinados e, posteriormente, medidos, servindo, portanto, tanto para a identificar necessidades quanto para avaliar resultados do programa.

         As ferramentas a serem utilizadas são várias. O importante é direcionar as necessidades do treinamento para uma forte alavancagem dos negócios, garantia do vínculo com o cliente, incentivo e desenvolvimento da criatividade na busca de estratégias e produtos inovadores.

         Para definir o caminho a ser seguido é recomendável a prática do seguinte questionamento:

  • Qual a minha real competência enquanto empresa?
  • Quais os comportamentos esperados para garantia da minha competência central?
  • O que poderá diferenciar-me dos concorrentes?
  • Quais as minhas estratégias ou produtos que dificilmente serão imitados?
  • Como estão as minhas competências como conhecimento, habilidade e atitudes e a dos meus funcionários?

         Em relação às pessoas que fazem parte da empresa identificar sua proficiência nos seguintes aspectos:

  • Negociação
  • Capacidade de inovação
  • Visualização de mega-tendência/pró-atividade
  • Relacionamento interpessoal
  • Orientação para resultados, clientes
  • Empowerment

         Por tratar-se de um processo educacional, nem sempre seus resultados serão sentidos a curto prazo. É um processo que deverá ser praticado de forma organizada, sistematizada e freqüente, levando as pessoas a adquirirem conhecimento, atitudes e habilidades em função de um objetivo previamente estabelecido. Outro aspecto a ser considerado é à busca de uma maior individualização dos T&D visando atender às necessidades específicas de cada participante ou atividades de " coaching" .

         Após o treinamento é recomendável que a empresa propicie um campo para que seja colocado em prática o que foi aprendido, aspecto este muitas vezes negligenciado durante a identificação de necessidades, elaboração, execução e avaliação do treinamento em questão. Dessa forma, o funcionário é estimulado a participar mais dos problemas da organização propondo soluções, formas diferentes de trabalho, racionalizações, melhorias nos processos de produção, comunicações, relações interpessoais e por conseqüência o aumento da produtividade e a geração de lucro.

         Esta comprovada: Empresa que não aprende não evolui e o fim desta frase você já sabe. Treinar é bom e não tem contra indicação, em doses bem administradas cura e previne doenças.

Maria Inês Felippe: Palestrante, Psicóloga, Especialista em Adm. de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela - Espanha. Palestrante e consultora em Recursos Humanos, Desenvolvimento Gerencial e de equipes, Avaliação de Potencial e competências. Treinamentos de Criatividade e Inovação nos Negócios. Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais de Criatividade e Inovação e Comportamento Humano nas empresas. Vice Presidente de Criatividade e Inovação da APARH.

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